Vita Zen

Gengibre e Quimioterapia

gengibre é uma das mais antigas e populares plantas medicinais do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosses, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal, cólicas menstruais.

No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de “Gan Jiang” e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. Na medicina Ayurvédica, o Zingiber officinale é conhecido como “medicamento universal”.

Além desses benefícios, o gengibre também tem ação bactericida, é desintoxicante e possui poder afrodisíaco – onde seu óleo é utilizado para massagear o abdomen, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Uma pesquisa da Unicamp realizada em coelhos comprovou os efeitos.

gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e sob diversas formas como: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir uma forma pela outra, nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

A forma seca é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

No tratamento quimioterápico dos tumores malignos o paciente pode ter vários efeitos colaterais. Um dos mais desagradáveis é o mal estar associado a náuseas e vômitos. Um estudo recentemente publicado, em forma de resumo, no jornal of clinical oncology avaliou o impacto do gengibre em reduzir os sintomas de náuseas em pacientes submetidos à quimioterapia.

Uma equipe de pesquisadores liderada pelo Dr. J. L. Rayan, da Universidade de Rochester (EUA), sorteou 644 pacientes com câncer, para formar dois grupos. Todos recebiam tratamento convencional de medicamentos contra vômitos.

Em um grupo os pacientes também recebiam cápsulas contendo extrato de gengibre por seis dias, enquanto o outro grupo recebia cápsula semelhante, contendo apenas produto inerte, placebo.

Os cientistas observaram que os pacientes sorteados para receberem gengibre tiveram 45% menos de náuseas e vômitos. Esses resultados, se confimados definitivamente, poderão modificar o modo de tratar náuseas e evitar vômitos associados à quimioterapia. De forma simples e com gosto agradável.

By:  Juliana Nakabayashi | Publicado em Longevidade Saudável, Nutrição e Carta Capital – 20 de maio de 2009 – Seção Evolução e Saúde.

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