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Fez – Marrocos

Fez… cidade espiritual do Marrocos e cidade da arte e das ciências…

Fez, a mais antiga das Cidades Imperiais do Marrocos, foi capital do país por mais de 400 anos (até 1912, quando a França decidiu mudar a capital para Rabat) e é o principal centro cultural e religioso do país. Fez abriga a mais antiga universidade do mundo, além de ser também a mais completa cidade medieval do mundo árabe. Mais do que qualquer outra cidade do país, Fez parece estar parada no tempo em algum lugar entre a Idade Média e o mundo moderno.
Fez foi fundada em 789, entre montanhas, a cidade passou por períodos de grandes dificuldades e sofrimentos, mas nunca desistiu nem se entregou e hoje o povo se orgulha de ter sua própria cultura, arte e até sua própria culinária. Em 1981, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.
Como as demais cidades marroquinas, Fez é formada por duas partes: a Medina e a Cidade Nova, construída pelos franceses depois da ocupação em 1912, com amplas avenidas e construções modernas.

O que a faz diferente das demais é que sua medina é dividida, por sua vez, em duas partes: Fes-el-Djedid (a nova Fez) e Fes-el-Bali (a antiga Fez), comumente chamada el-Medina, que é a maior e a mais cativante do país.

A maioria da população de Fez continua a morar na Medina Fes-el-Bali em vez de morar na Cidade Nova, moderna e bastante europeia. Porém, sem dúvida, as cidades muradas são as principais atrações de Fez!

A imensa medina Fes-el-Bali é um imenso labirinto de ruelas e becos, em eterno movimento, com multidões de pessoas vestidas em roupas tribais coloridas, variando de comerciantes de azeitonas e mulheres com véus a caminho dos banhos turcos a comerciantes azafamados e vendedores de água, de tâmaras, de tapetes, roupas, couros, babuchas, especiarias e instrumentos musicais, dentre muitas outras mercadorias. As ruelas são tão estreitas que todo o movimento de transporte de mercadorias e pessoas é feito em mulas, burros e bicicletas.

Fez, a cidade azul, é a capital do artesanato e a exposição destas peças é relativamente bem organizada dentro da medina. Há regiões determinadas para cada tipo de artesanato, de artefatos de latão, a lojas de roupas, passando por especiarias, artigos em couro e tapetes, numa inacreditável confusão!

O acesso a Fez-El-Bali (cidade antiga) é através de quatro babs (portas) principais:

Porta Oeste:
Bab Boujeloud é a entrada oeste e é a principal entrada para turistas. Ela é facilmente identificável por suas cores brilhantes. Sua fachada e os telhados são azuis (a cor tradicional de Fez) na parte externa e verde (a cor do Islamismo) na parte interna.

Porta Central:
Bab Er Rsif é a entrada central, que abre para uma praça em frente à mesquita do mesmo nome.

Porta Sul
Bab Ftouh é a entrada sul que dá diretamente para os cemitérios.

Porta Norte
Bab Guissa é à entrada do norte.

Todos esses portões de entrada são parte das muralhas e são de uma arquitetura surpreendente. Dentro das paredes é interessante ver, entre outras atrações, a incrível Mesquita Kairouyine.
Ela foi fundada em 859, é uma das maiores mesquitas – com capacidade para 20.000 pessoas – e é uma das mais bonitas do norte da África. Foi o centro do ensino Islâmico por mais de 1000 anos. É proibida a entrada de não muçulmanos na mesquita, mas através de sua porta é possível imaginar seu tamanho e riqueza.

Outra atração que merece a visita de todos que vão a Fez é o Mausoléu de Moulay Idriss II, que guarda os restos do fundador da cidade. É um dos lugares mais sagrados de Fez e fica na medina antiga (Fez-El-Bali), atraindo peregrinos de todo o Marrocos e dos demais países do norte e oeste da África. Apesar de ser proibida a entrada de não muçulmanos, é possível ver, através dos portões abertos, multidões orando, muitas oferendas, velas e incensos acessos.

Do outro lado do rio da cidade fica a região Andaluza, menos agitada que o resto de Fez-El-Bali. A Mesquita Andaluza é a maior atração do espaço.

Em Fez el-Jedid, a parte mais nova da medina, as grandes atrações são o Palácio Real, com suas imponentes portas e o mellah, o antigo quarteirão judeu, com suas sinagogas e cemitério.

Nas duas partes da medina, Fez-el-Bali e Fez-el-Jedid, há muitos souks (mercados/bazares) que expõem, para venda, artesanatos e as mais diversas espécies de mercadorias. Estes coloridos e azafamados bazares são uma alegria para os compradores. Há diversos deles, alguns bem especializados.

 Muito comuns nas medinas eram os founduks medievais, espécies de hospedarias que eram utilizadas para descanso dos mercadores em trânsito. Geralmente as pessoas dormiam em quartos nos andares superiores e no térreo, guardavam os animais e vendiam suas mercadorias. Atualmente há poucos founduks, pois a maioria foi transformada em residências, bazares e armazéns.

Um deles, datando do século XVIII e foi totalmente restaurado. Foram transformados no Museu Nejjarine de Carpintaria e Madeira que, além de expor uma interessante coleção de objetos entalhados em madeira, uma tradição local, mostra a sofisticação de uma mansão de Fez: um pátio interno, lindos painéis de cedro entalhado e mosaicos coloridos.

O museu é um dos poucos lugares calmos da medina, pois tem um adorável café no alto do prédio que, além de permitir uma pausa da agitação, também oferece uma vista interessante da labiríntica medina.

Há ainda dois museus que merecem uma visita:

O Borj Nord, que é um museu de armas abrigado em uma fortaleza do século.
O Dar Batha, museu que apresenta coleções da arte tradicional de Fez, incluindo madeira esculpida, trabalhos em ferro fundido, esculturas em gesso, bordados, tapetes, jóias e moedas. A maior atração do museu é a sala da cerâmica, que exibe a famosa cerâmica Azul de Fez, colorida com cobalto.
Um bom lugar para terminar o dia é no bar do terraço do Hotel Palais Jamai, uma antiga mansão do século XIX, localizado em uma colina acima da medina e cercado por um magnífico jardim andaluz de laranjeiras, limoeiros, palmeiras e ervas medicinais. Convertido em hotel na década de 1930, desde então tem hospedado ilustres personalidades.
De lá, é possível apreciar o cair da noite sobre os telhados medievais, ouvindo o coro dos muezins convocando para as orações.

Enfim… Resumindo…

Lãs fofas e macias, um copo de chá escaldante, o cheiro de ervas e especiarias no ar vindo dos souks das especiarias, peles coloridas e odor característico no souk dos couros, cheiro de pão recém assado nos fornos à carvão e de panelas de carneiro assado, bolos suculentos de mel e muito chá! O barulho incessante das vozes por toda parte, as batidas contínuas dos artesãos executando seus trabalhos, vindas de todos os lados e os constantes gritos dos tropeiros com suas mulas – balek – tentando abrir caminho através das multidões nas ruas. Vaguear através deste labirinto de ruas estreitas, degraus, passagens, arcos e becos é se tornar parte da fascinante autenticidade de um mundo que tem sido zelosamente preservado.

Fonte: edukbr

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